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O que há de novo?

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Dizem-me coisas velhas
Contam-me histórias chatas e carcomidas
Cochicham-me filosofias arcaicas
Dentes pobres, mau hálito atemporal,
Abrem a boca num desfiar eterno do velho rosário de dores banais:
Já ouvi isso antes!

Eu quero boas novas
Desejo novidades
Anseio pelo ousado
Roupas, calçados, ideias, amigos
Pessoas, beijos, colos, abrigos
Tudo novo, tudo novo!

O que você pode me dizer hoje que nunca tenha dito antes?

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O tempo da música

time

O tempo da música é diferente
Do nosso tempo
E vicia.

O tempo da música pode te animar
Como também pode te paralisar, te escandalizar
Te imergir num transe ruim.

O tempo da música sente fome, vive só, acredita em pouco.
Este é
O tempo da música.

O tempo da música é assalariado
Pega metrô
Linha Vermelha
Sonha com arte
Mas vive no cinza.

O tempo da música
Te enlaça
Te entrelaça
Te entreabraça
Entra e compõe.

O tempo da música é infinito
Maior que o próprio infinito!
Finito, porém,
E se acabou!

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Paixão apressada paulistana

Protesto parando a Paulista,
Pulo apertado
Pelas pirâmides de pedra de São Paulo.
Apresso o passo
Desço ao paço
Pisando em paçoca
Cheirando a pizza
Com a pachorra dos que pedem
Por um passeio ao Pantanal
Em pleno Paraná.
E pesco o peixe plural
Pirarucu pirocudo
Preso nesse aquário
Pregado em peças do presente e do passado.
Parado, porém, nunca estarei.
Passam-se as horas, me espere,
Estou mais perto.
Preciso partir, pra ontem!
Pra chegar e te presentear
Com minha apressada paixão paulistana.

pedra

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Anjo Carnal

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Sou um anjo carnal
Um tanto quanto humano e sexualizado.

E é uma sexualidade que me repudia
A sexualidade me alivia
A sexualidade não devia!
Gozei, todavia…

Mil e um avatares expressam pedido
Desejo, protuberâncias, vísceras,
Depressão, hiv, medo do escuro
Monstros debaixo da cama e a mão do papai
No pipi do menino
Mesma face do garoto no Grindr,

Mas a sexualidade também aparece às claras
Num cardápio erótico maravilhoso
Onde o sushi e o baião de dois se encontram,
Na cama,
Num maravilhoso arroz com feijão humano
Um viradão de bruços à paulista

Sou um anjo carnal
Em sampa-sodoma-gomorra
Piso no sangue pelas ruas
E o sangue está nos meus olhos.
Mesmo sangue da vida, da porra da vida,
É o sangue que faz o pau subir.

E a Santa Trindade regerá minha experiência angelical:
Suor, Saliva e Esperma.

Sou um anjo carnal em uma selva de pedra.
Só pecando e comendo todas as maçãs
É que eu salvo a Humanidade.

Suor, Saliva e Esperma.

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