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Quero te mostrar a Lua

Quero te mostrar a Lua
À noite, em um lugar lindo
Beijar a boca tua
Planejar o infinito
Com você…

Quero sentir a tua pele
Serelepe
Quente, rija.

E mesmo que você finja
Não me amar
Eu vou saber desvendar
Os seus porquês…

Quero ter bem pertinho
Pra te contar do caminho
Dos Astros que revelam
Que ficaremos juntos, um dia!

E enquanto o luar
Nos aconchegar
Eu vou viver feliz
Contanto que você sorria!

Quero te mostrar a Lua
É óbvio que te quero nua
Rima fácil, carne crua
Vai dizer que não sabia?

Os Astros não usam roupas
Nós também não usaremos.
Enquanto te mostro a Lua
O tempo passa lá na rua
Não aqui, já amanhecia.

E quando o Sol, enfim, invadir o quarto
Eu parto
Até a hora quando os gatos
Rondarem a noite
Longos miados e meu ronronar
Anunciarão a minha chegada.

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Devo amar?

Devo apenas amar e amar,
Devo amar em troca
Devo amar de volta
No débito e no crédito
Amar sem correções monetárias
Investir a curto, médio, a longo prazo
Jogar as cartas, blefar,
Amor Poker Face.

Cometer o risco
Senão não petisco
E, mesmo que arisco,
Te levar to another place.

Devo te amar na beira do mar
Me perder no seu olhar
Te beijar e te roçar
Te deixar alucicrazy.

Quero te mostrar que sou humano
Todo o meu oceano
Para te declarar, sem engano,
Que estou louco
E que te amo.

Desesperadamente
Jogado na porta da sua casa
Pegando o trem para bem longe da cidade
Para sentir o seu profano.

À beira do precipício
Não sei se pulo ou se fico
Devo arriscar e te amar?
Ou devo esquecer e seguir?

Deixo as cartas caírem
Entro em transe, um oráculo
Nada me é revelado
Seu amor me maculou.

Vênus louca pelos Céus
Onde andará você?
Me ensine o ponto do mel
Que é para conquistar o meu bem querer…
Sigo tentando entender
Se eu vou conseguir ter você
Ou se vai ser apenas, mais uma ilusão
Para esquecer.

Devo amar?

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O que há de novo?

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Dizem-me coisas velhas
Contam-me histórias chatas e carcomidas
Cochicham-me filosofias arcaicas
Dentes pobres, mau hálito atemporal,
Abrem a boca num desfiar eterno do velho rosário de dores banais:
Já ouvi isso antes!

Eu quero boas novas
Desejo novidades
Anseio pelo ousado
Roupas, calçados, ideias, amigos
Pessoas, beijos, colos, abrigos
Tudo novo, tudo novo!

O que você pode me dizer hoje que nunca tenha dito antes?

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Paixão apressada paulistana

Protesto parando a Paulista,
Pulo apertado
Pelas pirâmides de pedra de São Paulo.
Apresso o passo
Desço ao paço
Pisando em paçoca
Cheirando a pizza
Com a pachorra dos que pedem
Por um passeio ao Pantanal
Em pleno Paraná.
E pesco o peixe plural
Pirarucu pirocudo
Preso nesse aquário
Pregado em peças do presente e do passado.
Parado, porém, nunca estarei.
Passam-se as horas, me espere,
Estou mais perto.
Preciso partir, pra ontem!
Pra chegar e te presentear
Com minha apressada paixão paulistana.

pedra

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