Um último gole, antes que eu morra!

Daaarlon

Hey
Tome um gole comigo em Novembro
Antes que eu morra em Novembro.

Vamos sugar até a última gota de vida
Vamos dançar até a última batida
Vamos ser os últimos na pista
Encha sua mão de bebida.

The end of your lives are near.

Deixo um bilhetinho, apressado,
De: “Já volto, meu amor,
Vou comprar cigarros!”
Vou sumir por anos
Vou te botar na terapia.

Adoro um amor cheio de perigo
É  preciso morrer pra viver
Tome o último gole comigo
Antes que eu morra!

 

Fecho, aqui (e por enquanto), um pequeno episódio em minha vida. Forças pra seguir, vou fechar essa porta, abrir uma janelinha logo ali na frente. Vou te mostrar nuances de um prisma atual. Prometo não soar pretensioso, mas tenho vida real a oferecer. Broder, tô de mudança.

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O que há de novo?

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Dizem-me coisas velhas
Contam-me histórias chatas e carcomidas
Cochicham-me filosofias arcaicas
Dentes pobres, mau hálito atemporal,
Abrem a boca num desfiar eterno do velho rosário de dores banais:
Já ouvi isso antes!

Eu quero boas novas
Desejo novidades
Anseio pelo ousado
Roupas, calçados, ideias, amigos
Pessoas, beijos, colos, abrigos
Tudo novo, tudo novo!

O que você pode me dizer hoje que nunca tenha dito antes?

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O tempo da música

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O tempo da música é diferente
Do nosso tempo
E vicia.

O tempo da música pode te animar
Como também pode te paralisar, te escandalizar
Te imergir num transe ruim.

O tempo da música sente fome, vive só, acredita em pouco.
Este é
O tempo da música.

O tempo da música é assalariado
Pega metrô
Linha Vermelha
Sonha com arte
Mas vive no cinza.

O tempo da música
Te enlaça
Te entrelaça
Te entreabraça
Entra e compõe.

O tempo da música é infinito
Maior que o próprio infinito!
Finito, porém,
E se acabou!

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Paixão apressada paulistana

Protesto parando a Paulista,
Pulo apertado
Pelas pirâmides de pedra de São Paulo.
Apresso o passo
Desço ao paço
Pisando em paçoca
Cheirando a pizza
Com a pachorra dos que pedem
Por um passeio ao Pantanal
Em pleno Paraná.
E pesco o peixe plural
Pirarucu pirocudo
Preso nesse aquário
Pregado em peças do presente e do passado.
Parado, porém, nunca estarei.
Passam-se as horas, me espere,
Estou mais perto.
Preciso partir, pra ontem!
Pra chegar e te presentear
Com minha apressada paixão paulistana.

pedra

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