Carolina e a Primavera

Oxum Opará

Oxum Opará

O caju nas cajazeiras
A caju nos canaviais
Carambola é moça faceira
Manga-rosa em boca de canibais

Carolina vestiu o babado
Cajuína correu na goela
Madrugada foi pro roçado
Chegou lá encontrou Manuela

Essa menina, que lábios doces
Doces lábios tem Manuela
Essa menina! Se menino fosses
Mesmo assim beijo a boca dela

Tem a cuca aberta
Feito as vistagens do sertão
Tem o pai de nome João
A mãe, Maria da Conceição

Veste-se de amarelo-ouro
Cobre-se de vermelho-paixão

Só o cantar alegra Carolina
O rodar das saias na roda de amigos
O abraço consumado que se descobre sincero
Em protesto ao que não se vê, não se respeita
E não se discute
Carolina bota os peitos pra fora

E abre-se, em flor e fruta, na Primavera.

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