Arquivo de março \13\UTC 2013

Tenho um parafuso solto

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Tenho um parafuso solto

Não na cabeça,

Mas no coração.

 

Um parafuso

Desparafusado

Desparafusadamente

Por ela, a mulher.

 

O parafuso solto

Brinca, dança e balança no meu peito

Que chega a fazer o tic tic tic

Do samba de butique.

 

Tenho um parafuso

Se emparafusando

Todo bronzeado no

Emparafusador.

 

Quando vi, a máquina perdida

Pela mulher

Emparafusei o papo da sereia

Mas não adiantou

Emparafu-rolou.

 

E a mulher papada

Pretende sofrer

Um piripaque quando

Partir do parafuso do meu peito.

 

Tenho um parafuso solto no coração

A cabeça pousa certa no pescoço

Enquanto eu me emparafuso todo

Pra te contar dessa paixão.

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Caboclo da paz

Caboclo Marajoara

Sou caboclo da paz

Eu sou das flechas do sentimento

Mas quero cavalgar pela minha floresta

 

Sou caboclo da paz

Vestido de branco

Sou caboclo da paz

Principalmente quando dos tambores

Filho me torno.

 

É quando ecoa o batuque

Batuque de consciência

Que o espelho me chama e grita

És caboclo!

 

Sou caboclo da paz

Eu respondo ao espelho bravio

Perceba minha ternura

E agressividade ao mesmo tempo

 

Sou caboclo da paz

Mas se precisar

Lanço mão em meu facão

Abro caminho, curo, reacendo

Ceifo a vida do que for.

 

Sou caboclo da paz

Caboclo meio índio-mulato-amarelo-branco

O preto, o branco e o amarelo

Deveriam ser, por partes iguais,

As cores da nossa bandeira

 

Com o círculo central a me desenhar

No mix de todas as cores

Minha forma mulata mestiça

E que meus braços alcancem

A todos os lugares,

Ou talvez minha língua me leve

Até onde precisam saber de mim

 

Sou caboclo da paz

Em mim, estamos todos nós.

E eu

Fértil que sou

Estou na Terra.

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