Arquivo de novembro \23\UTC 2011

Protegido: As mulheres e as montanhas de paus

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Eu estou clean!

Sem pena e sem dó, estou sendo feliz. Sem culpas, sem mágoas, sem o velho rancor. Eu quero mais é celebrar, carnavalizar. Boa mania essa, de sorrir ao invés de chorar. Um sorriso leve, terno. Mas a delicadeza dispensa adjetivos, é livre por sí só.
As canções mudaram, os textos mudaram, as fotos mudaram. O meu porta retrato agora é clean, a luz é manhosa como uma manhã dessa linda primavera que me apareceu do nada. Estou quebrando as correntes da minha velha agonia, defequei o que não prestava, meu corpo agradece.
Fico com água na boca quando sinto o sabor dos doces caseiros, o vizinho não reclama mais do barulho incessante dos meus prantos antigos e tão, mas tão cafonas! O meu fogão prepara agora saladas, não as subestime! Minhas saladas podem ser tão interessantes quanto as antigas massas pesadas que acabavam com o meu gás! Repare na organização dessa sala, antes corrompida!
Desliguei a TV, insisto agora na vitrolinha, nas canções que relaxam, que me acalmam! Lanço um perfume no ar, não doce, mas amadeirado e instigante. É tanta serenidade que não estranho mais os olhares curiosos de quem sempre me viu sofrer.
Não me demoro nessas linhas, quero é mais me jogar no sofá, fumar um cigarro e esperar o dia seguinte, que se revela cada vez mais interessante. Ser leve é uma dádiva, não sei quanto tempo dura, mas que dure enquanto me revigoro! Um beijo para quem me lê neste momento, estou me levantando, não para lamentar, mas para trocar o disco ali na minha vitrolinha.
Vou aproveitar e morder uma maçã geladinha. Vou aproveitar e agradecer que estou vivo. Vou aproveitar e te desejar a mesma paz!

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