Nada aqui

Por:Darlon Silva

Pense bem, a angústia é uma delícia. Eu adoro. Sentir-me angustiado, deprimido. Com falta de ar (ok, pode ser enfisema). Daí que eu acordo no meio da madrugada, quero fumar, o cigarro acabou, não há onde comprar. Porra, não tem café. Nada para comer. Ninguém com quem trepar. Nada. Nada. Nada. Nada. Nem nuvem no céu, nada, nada!
Opa, tem Lua no céu! Acho que hoje verei um ET e me expandirei espiritualmente. Enganei-me quanto aos ET’s, era apenas um burocrático satélite levando os sinais de sua existência para algum aparelho comunicativo, pois nem ET’s eu mereço! Que chato, aqui fora está frio e eu nem vi nada, só ouvindo rock antigo alto (bem alto).
Do vizinho vem o cheiro de maconha queimando. Burning. Burning lá, mas aqui, nothing and nothing. Deixe-me ver as horas, três e vinte e nove. Sem sono. Sem cigarros. Sem café. Você suportaria? Ao menos estou ouvindo música, por enquanto, até que a bateria do fuck desse mp3 acabe. Máquinas burras. Olha a angústia, não se foi. Piorou. Agora o peito dói e a cabeça parece querer explodir com uma bala como se fosse aquele fã da Bjork que se matou, cara maluco. É bom quando amanhece, é quando eu canso e durmo, mas hoje não posso. Enfim, coisas a fazer.
Não, isto aqui não é um blog. É que hoje estou um pouco pirado e tenho que escrever quando fico assim. Acho que só a Nicole vai ler isso, se é que ela chegará até aqui. Nicole, se você chegou até aqui aposto que está fumando. Ou então já acabou o cigarro, jogou a guimba no cinzeiro e já está pegando o outro pra acender, você ficou nervosa, não é mesmo, haha. Ah, e é aqui que você desce!
Hoje escrevi sobre o meu passado, um tipo de exorcismo de velhos fantasmas. Belo passado este, o meu; Cabelo curto, cabelo loiro, rock, um pouco de drogas, sexo demais, músicas estranhas, pessoas estranhas, cidades estranhas, uma porção de amigos esquisitos numa porção de lugares esquisitos. Mas senti falta, viu. Coisa estranha, no passado eu sempre achara que tinha tão pouco para sentir saudades, mas hoje senti. E descobri que agora ainda tenho pouco, mas que no futuro sentirei saudades de novo do pouco que agora tenho. Se houver futuro, lógico.Ai, dói a mão, nada para se fazer. Nada. Nada. Nada. Nada. Nanda. Nandinha. Ao menos, se tivesse piscina, eu nadava.
Tédio.
Vazio.
Falta.

PS: Nirvana me acorda.

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